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A burocracia no setor público e os impactos na engenharia e economia

Não é novidade nenhuma o momento econômico que o país enfrenta: queda do PIB por trimestres consecutivos, desemprego, empresas fechando portas, crise… É o que se lê e se ouve constantemente nos noticiários. Diante de tantos problemas, o que nós, empresários podemos fazer pelo futuro? Como conseguir prosperar, gerar riqueza, crescer, se encontramos esse cenário?

Nos setores da Construção Civil e Engenharia, o que encontramos não difere muito: problemas diversos como fontes de financiamento, insegurança jurídica e burocracia excessiva no poder público, o que vimos também não anima nada. Em 2014, a queda do PIB do setor da Construção foi de – 2,1%; em 2015, de – 6,5%, em 2016, de -5,2%, e o 1º trimestre de 2017, não foi diferente: queda de -6,3%. Voltamos a pergunta: o que fazer para voltar a crescer?

Engane-se, aquele que acha que a solução para o crescimento da economia passa por respostas mágicas. Por mais que o momento seja ruim, as necessidades das pessoas com relação a moradia, infraestrutura, novos projetos de engenharia, continuam existindo. O que realmente falta é apoio e condições para que estas necessidades sejam atendidas.

As micros e pequenas empresas podem ser parte dessa solução. Com estruturas mais simples, preços competitivos e agilidade para dar as respostas aos nossos clientes, podemos fazer parte desta transformação. A realidade, no entanto, que nós, empresas participantes do Núcleo de Engenharia da Ajorpeme, enfrentamos poderia ser muito melhor, se pequenas ações fossem implantadas junto aos órgãos públicos.

Não se pede benefícios extras, e tampouco que projetos sejam aprovados, se forem contrários a legislação atual. O que queremos é que todos os órgãos responsáveis pela análise de projetos e liberações (órgãos ambientais, Prefeitura, concessionárias de água, energia, Corpo de Bombeiros, etc) sejam mais eficientes. Projetos que ficam parados para análise, exigências atendidas que são extraviadas, falta de critério de analistas são alguns exemplos do que encontramos rotineiramente. O que não se imagina é que cada projeto parado em alguma mesa de um analista é um negócio que deixa de ser feito, empregos que não são gerados, renda e riqueza que se perde.

A pesada burocracia do Poder Público não é o único problema do Brasil. Porém, um estado mais eficiente, enxuto, é resposta sim, para que as empresas do setor privado (e aqui reforçamos as da área de Engenharia) estejam livres para crescer. E junto com o crescimento delas, com certeza o crescimento de todo o país virá a reboque.

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